Prisões, apreensão de arma e medidas protetivas: veja balanço de operação contra violência doméstica em Sorocaba
06/03/2026
(Foto: Reprodução) Detalhes da 'Operação Mulher Segura' foram divulgados pela polícia durante coletiva de imprensa em Sorocaba (SP)
Letícia Paris/TV TEM
A Polícia Civil intensificou ações para promover a segurança de mulheres vítimas de violência, por meio da “Operação Mulher Segura”. Até esta sexta-feira (6), 22 pessoas foram presas, 11 delas somente em Sorocaba (SP), e mais de 40 mandados judiciais foram expedidos e mais de 100 denúncias anônimas foram investigadas.
Os detalhes da operação, que também está sendo realizada em outras regiões do estado, foram divulgados durante uma coletiva de imprensa nesta sexta-feira (6).
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Segundo a delegada da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Sorocaba, Renata Zanin, a operação teve apoio da Polícia Militar e registrou 43 mandados de prisão expedidos pela justiça, onze prisões por violência doméstica, uma apreensão de armas e 120 denúncias anônimas investigadas desde o início da semana.
"Qualquer conhecimento que uma pessoa, a vítima ou vizinhos tenham [da localização dos procurados] e viram essas pessoas, que venham a delegacia e prestem essa informação para que a gente realmente consiga completar todo o nosso 100%", pediu a delegada.
Também foram realizados 87 atendimentos de vítimas de violência doméstica e 60 registros de boletins de ocorrência, sendo que, alguns deles, resultaram em pedidos de medidas protetivas, além de 19 registros de boletins eletrônicos relacionados ao crime.
Ainda de acordo com a delegada, estes números podem mudar, pois a operação segue sendo realizada até 23h59 desta sexta-feira.
“O que nós vemos hoje, e eu acredito que seja de bastante relevância, é um aumento da discussão na sociedade [sobre violência doméstica]. Hoje, as pessoas estão muito mais interessadas em descobrir o que aconteceu. É jogar para a sociedade aquilo que nós debatemos internamente na área jurídica, na área social. É de bastante relevância esse papel, tomando os devidos cuidados, sempre na preservação das vítimas, mas esse é um debate que precisa acontecer”, disse a delegada.
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